Os debates da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU começaram nesta terça-feira com o secretário-geral, António Guterres, dizendo que “o mundo está em pedaços” e que “precisamos ser um mundo em paz”. Guterres afirmou que, juntos, os países “podem alcançar a paz, restaurar a confiança e criar um mundo melhor para todos”.

O chefe da ONU deixou claro que o uso de armas nucleares deve ser impensável, e mesmo a ameaça de seu uso nunca deve ser tolerada. Para ele, “nada justifica o terrorismo – nenhuma causa, nenhum ressentimento”.

A crise global de refugiados é uma das prioridades. Guterres disse que “o mundo não enfrenta apenas uma crise de refugiados, mas também uma crise de solidariedade”.

Para ele, “refugiados, deslocados internos e migrantes não são o problema; o problema está no conflito, na perseguição e na pobreza sem esperança.”

Guterres falou ainda sobre a situação em Mianmar, guerras, mudança climática, desigualdades e paridade de gênero.

O primeiro chefe de Estado a discursar foi o presidente do Brasil, Michel Temer. Ele falou sobre os desafios enfrentados pelas Nações Unidas desde sua criação.

Temer afirmou que “a verdade é que, nestes mais de setenta anos, a ONU continuou e continua representando a esperança” e que a “ONU continuou e continua representando a possibilidade de um mundo mais justo”.

Para ele, é necessário mais diplomacia e negociação, de mais multilateralismo e diálogo. O líder brasileiro defendeu uma reforma das Nações Unidas e reforçou a importância da “ampliação do Conselho de Segurança, para ajustá-lo às realidades do século 21”.

Logo depois de Temer foi a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazer seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Trump lembrou as vítimas do furacão Irma e agradeceu as mensagens de solidariedade enviadas de todo o mundo.

Ao citar a ONU, o líder americano disse que apesar de todos os países terem objetivos diferentes, a “linda visão” que levou à criação da ONU permite que as pessoas trabalhem lado a lado.

Trump declarou que os Estados Unidos querem harmonia e amizade, e não conflitos e divergências.

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